Dois
anos após ser eleito prefeito com 61,92% dos votos, Abnadar Portela transfere prestígio
às urnas e amplia sua influência política no município
Há
eleições que começam nas urnas e terminam nas rodas de conversa. A de Capinzal
do Norte, no domingo passado, é uma delas. Nos ‘senadinhos’ e nos grupos de
rede social, o assunto segue rendendo, entre os felizes e os tristes de sempre,
como manda o processo democrático.
O
resultado, porém, deixa pouco espaço para controvérsia. Os candidatos que o
prefeito Abnadar Portela apresentou ao eleitorado, Aluísio Mendes (federal) e
Marcos Miranda Júnior (estadual), somaram 4.416 votos. Os nomes indicados por
Kleiton Mororó ficaram com 1.698, não foi derrota, foi goleada com gosto de
recado.
O
recado fica mais nítido quando se olha para trás. Em 2024, Abnadar foi eleito prefeito
com 61,92% dos votos, contra 38,08% de Mororó. Dois anos depois, o prefeito não
apenas conservou o patrimônio como o transferiu. Transferir votos é a prova
mais difícil da política, e Abnadar passou nela com louvor. O eleitor capinzalense
que lhe deu o mandato voltou às urnas para dizer que a confiança continua de
pé.
Não
há mistério nessa fidelidade. Voto como esse não se constrói em palanque, constrói-se
no dia a dia da cidade, na gestão que o povo vê e reconhece. O capinzalense foi
à urna e respondeu ao trabalho com o único instrumento de que dispõe, o voto. Quando
o eleitor segue a indicação de quem governa, é sinal de que o governante merece
o crédito que recebe.
Pelo
andar da carruagem, o horizonte se desenha com clareza. Com força das urnas de
2024, somada ao respaldo agora renovado e ao trabalho que vem sendo feito, o
grupo do prefeito chega a 2028 com musculatura de sobra. O sonho de Kleiton
Mororó, que em 2024 já havia esbarrado nos números, esbarra agora na realidade;
duas eleições, duas fotografias, a mesma direção.
Até
2028, resta a Mororó o que resta a todo derrotado, aguardar e, de preferência,
fazer algo mais útil do que aguardar.

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