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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Delegado regional de Barra do Corda é afastado por 90 dias após denúncia anônima

Operação cumpriu mandados em Barra do Corda e Grajaú; celulares e computadores foram apreendidos, e um caseiro acabou preso em flagrante

O delegado Brito Júnior, responsável pela Delegacia Regional de Barra do Corda, no Maranhão, foi afastado das funções por 90 dias durante uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (14). A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Barra do Corda e Grajaú.

Segundo a delegada Katherine Chaves, superintendente estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, a investigação começou após uma denúncia anônima e apura fatos relacionados ao exercício das funções na Delegacia de Grajaú. O motivo específico não foi divulgado porque o caso tramita sob segredo de Justiça.

Além de Brito Júnior, foram afastados um investigador de Polícia Cici, um guarda municipal que presta serviço na delegacia e um funcionário administrativo, todos vinculados à unidade de Grajaú.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares e computadores. O delegado também teve a arma recolhida e foi proibido de se aproximar da delegacia e dos policiais investigados.

Caseiro é preso durante operação

Em Barra do Corda, as equipes realizaram buscas na Delegacia Regional e na residência do delegado. Em Grajaú, os mandados foram cumpridos na delegacia e em um sítio pertencente ao pai de Brito Júnior.

No sítio, os policiais encontraram uma arma de fogo e munições. O caseiro do local, identificado como Charles Aminde Silveira dos Santos, que também exerce atividades na delegacia, foi preso em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo.

Delegado alega cerceamento de defesa

Em nota, Brito Júnior afirmou que aguarda acesso à investigação. Segundo ele, o pedido foi feito, mas negado. O delegado também alegou que houve cerceamento do direito de defesa.

De acordo com Katherine Chaves, a denúncia anônima foi encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que solicitou a abertura da investigação.

Durante o afastamento, o delegado Eduardo Galvão, titular do 1º Distrito Policial de Barra do Corda, assumirá interinamente a Delegacia Regional para garantir a continuidade dos serviços.

Estudante de 23 anos é condenada à morte no Irã por publicação nas redes sociais

Najmeh Amini também recebeu pena superior a 12 anos de prisão; acusada de blasfêmia, jovem afirma ser inocente e pede investigação internacional sobre o caso

A estudante iraniana Najmeh Amini, de 23 anos, foi condenada à morte por blasfêmia e mais de 12 anos de prisão por acusações relacionadas à segurança nacional e à divulgação de propaganda contra o regime do Irã. Segundo o jornal britânico The Guardian, nesta quarta-feira (14), a sentença capital foi motivada por uma publicação nas redes sociais considerada ofensiva ao profeta Maomé.

De acordo com o jornal iraniano Khorasan, que confirmou a existência do processo, Amini alegou em tribunal que fez os comentários sob efeito de cogumelos alucinógenos. A defesa classificou o episódio como um lapso verbal, mas o juiz rejeitou o argumento. A jovem está detida na prisão de Vakilabad, em Mashhad, no nordeste do país.

Estudante pede investigação internacional

Em uma gravação divulgada em setembro, Amini pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU), advogados e entidades de direitos humanos investigassem seu caso.

- Não quero transformar-me numa heroína. Só quero uma coisa: que sejam a minha voz – afirmou. Ela também disse ser inocente e relatou o sofrimento da família diante da possibilidade de perder a jovem.

A condenação provocou alertas de organizações de direitos humanos, que denunciam o aumento das execuções no Irã. Segundo a Human Rights Activists in Iran (HRAI), mais de 600 pessoas foram executadas no país somente neste ano.

O Código Penal iraniano prevê pena de morte para insultos ao profeta Maomé e a figuras xiitas veneradas, embora estabeleça exceções em determinadas circunstâncias. A sentença de Amini, contudo, ainda não é definitiva e pode ser contestada no Supremo Tribunal do Irã.

Em Bacabal, o mandato é longo, o microfone é curto, e só alguns vereadores escapam da regra

Nem todo vereador é ocioso, mas alguns já estão na cadeira há tanto tempo que a poltrona tem o formato deles

Pouco mais de um ano e nove meses depois da posse, o eleitor de Bacabal faz uma pergunta simples e constrangedora; o que fazem os vereadores da cidade? Antes que alguém se ofenda, convém dizer que a pergunta não vale para todos. Há exceções, e elas serão tratadas com o respeito que a maioria raramente merece. Para os demais, a resposta costuma vir em forma de silêncio, ou de um “deixa comigo” sem prazo de validade.

Os leitores descrevem um expediente semanal, uma sessão, meia dúzia de discursos que não resolvem um buraco de rua e, no fim do mês, um contracheque que muito bacabalense só vê em sonho. É o trabalho mais bem pago do mundo para quem não é cobrado por resultado.

Pelas leis, o vereador tem três obrigações, legislar, fiscalizar o poder executivo e acompanhar o orçamento. Em Bacabal, o que se via em boa parte dos gabinetes antigamente era uma quarta função, isso, antes do atual chefe do executivo assumir o comando da cidade. Essa quarta função era bem mais popular e jamais prevista em lei, a de “despachante” do favor. Uma consulta, uma cesta básica, um empurrãozinho em repartição. O vereador entregava o favor, o eleitor devolvia o voto, e ambos fingiam que isso era representação política. Não é, é escambo.

Nesse comércio, quem estava na situação aplaudia por reflexo, como plateia de auditório. Quem estava na oposição, criticava por esporte, com a convicção de quem torce por camisa, não pela cidade. No meio disso, os bairros, que deveriam ser assuntos, viravam cenários.

O mais curioso é a longevidade de alguns. Na Câmara de Bacabal há quem já ultrapassou duas décadas de mandato, o que, em tempo de serviço, dá para aposentar duas gerações de eleitores esperando a obra prometida. Outros nadam de braçadas rumo aos 16 anos em 2028, com a elegância de quem não pretende sair da piscina. Reeleição não é crime, e vinte anos de mandato podem ser sinal de trabalho reconhecido. Mas, quando o bairro continua com os mesmos problemas de duas décadas atrás, a pergunta é inevitável, o que, exatamente, foi reconhecido? Quem fica tanto tempo no cargo deveria ter uma lista de realizações tão longa quanto a folha de serviços. Quando não tem, o que se perpetua não é o legado, é a cadeira.

Há ainda os vereadores (as) que cumprem o ritual da presença. Vão às sessões, assinam a participação para não levar falta, não sobem à tribuna, permanecem calados do mesmo jeito que entraram e, terminada a sessão, vão para casa. É o mandato em modo avião: o corpo presente, a voz desligada e o salário em pleno funcionamento. Presença sem voz não é representação, é registro de ponto.

Por isso é preciso separar. Há vereador (a) que trabalha, propõe, vota com critério e aparece no bairro fora da campanha. São exceções, mas existem, e a desgraça é que, sem critério público de avaliação, o bom e o ocioso recebem o mesmo desprezo. O vereador (a) sério paga a conta do colega que só aquece a cadeira. A classe agradece a confusão, que é seu melhor escudo.

A Câmara sobrevive porque o eleitor esquece. Ele vota, volta para casa e só se lembra do mandato quando o pneu cai no buraco. O vereador faz o caminho inverso: some por três anos e reaparece no quarto, com o sorriso renovado e a promessa reciclada, pronto para inaugurar em palanque a obra que nunca inaugurou no canteiro.

Há um remédio, e ele é desagradável por ser trabalhoso, acompanhar a pauta, conferir quem propôs o quê, comparar o discurso com o voto e cobrar. O portal da transparência existe para isso. Só não funciona para quem não o abre.

Porque o mandato, em bacabal, é assim, o vereador só se incomoda com o eleitor quando o eleitor o incomoda. E, nesse quesito, quem já passa de vinte anos de casa, e outros que correm para isso, deveriam ser os primeiros a prestarem contas, e não os últimos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Ação do MPMA mira prefeito Alex Almeida e procurador de Lago Verde

Alex Almeida, prefeito de Lago Verde.

Processo registrado na 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal apura suposto dano ao erário

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) registrou uma Ação Civil de Improbidade Administrativa contra o prefeito de Lago Verde, Alex Cruz Almeida, e o procurador do município, Robson Santos Almeida. O processo, que apura suposto dano ao erário, foi registrado na comarca de Bacabal no dia 9 de outubro.

De acordo com o Sistema Integrado do Ministério Público, atualizado em 13 de outubro, o MPE figura como autor da ação.

O caso foi distribuído de forma manual ao promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal.

Na classificação do sistema, a ação é de natureza cível e tem como assunto “Dano ao Erário”, dentro do tema Improbidade Administrativa e Atos Administrativos. Esse tipo de ação busca a responsabilização de agentes públicos, ou de terceiros que tenham concorrido para o ato, por condutas que causem prejuízo aos cofres públicos.

O histórico de movimentação mostra que, em 9 de outubro, o processo foi registrado, distribuído e encaminhado a órgão interno para o devido tratamento.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Equatorial corta energia e arranca fios de prédio da prefeitura de Lago Verde após “gato” e fatura atrasada

Equatorial Maranhão suspendeu o fornecimento e retirou a fiação do prédio público. A praça da cidade também ficou sem luz

A Prefeitura de Lago Verde, teve o fornecimento de energia elétrica cortado pela Equatorial Maranhão. Segundo as informações apuradas, a administração do prefeito Alex Almeida não quitou a fatura de energia do prédio da sede do governo municipal, o que levou a concessionária a suspender o serviço e a retirar os fios.

O corte também atingiu a praça central, que ficou no escuro. A situação provocou indignação entre moradores, que criticaram a falta de pagamento de serviços básicos pela gestão.

De acordo com as informações recebidas, a medida da concessionária ocorreu após constatação de que havia uma derivação irregular de eletricidade, conhecida popularmente como “gato”, usada para alimentar o prédio da prefeitura. A retirada da fiação teria sido uma consequência dessa irregularidade, somada à inadimplência.

Ligações clandestinas são crime, e a Equatorial costuma tratar esses casos com a suspensão do fornecimento e a cobrança dos valores devidos. A concessionária não detalhou, até o momento, o valor da dívida nem o tempo em que a fatura estaria em aberto.

Homem com fuzil agride funcionário e danifica caminhão no Pará

Homem armado causa confusão em praça de pedágio no Pará; polícia investiga ameaça e trabalha para identificar suspeito

Um homem armado com um fuzil provocou uma confusão em uma praça de pedágio da Alça Viária, no Nordeste do Pará, na última terça-feira (6). Durante a ocorrência, ele teria agredido um funcionário e usado a arma para danificar os faróis de um caminhão. A ação assustou motoristas que passavam pelo local.

Segundo a Polícia Civil, a vítima registrou um boletim de ocorrência por ameaça na Seccional de Marituba. O caso foi encaminhado para a Delegacia do Acará, responsável pela investigação.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o suspeito segurando o que aparenta ser um fuzil e avançando contra um homem que seria o motorista de um caminhão. Funcionários do pedágio tentam conter a situação, mas o homem armado utiliza o caso da arma para quebrar os faróis do veículo.

Após a confusão, o suspeito entra em um carro vermelho e deixa o local. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o que teria motivado a abordagem ou iniciado o desentendimento.

Equipes policiais trabalham para identificar e localizar o suspeito. As circunstâncias da ocorrência, a arma utilizada e a motivação para a ação serão investigadas.

Em nota, a Polícia Civil informou que o boletim de ocorrência foi registrado por ameaça e posteriormente encaminhado à Delegacia do Acará, que deverá instaurar um inquérito policial.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Corpo é encontrado em área de mata nas proximidades do Matadouro Público de Bacabal

Cadáver foi localizado por um lavrador na manhã desta quinta-feira (8), no bairro Almiro Paiva, Polícia Civil investiga o caso

Segundo informações da Polícia Militar, o cadáver foi localizado por um lavrador da região por volta das 9h. de acordo com os primeiros levantamentos, havia sinais que podem indicar que a vítima teria sofrido tortura antes da morte.

Ainda conforme as informações repassadas pela polícia, também foi constada a ausência de alguns dedos da mão esquerda. A suspeita inicial é de que a pessoa possa ter sido morta em outro local e posteriormente deixada na área onde o corpo foi encontrado.

A Polícia Civil foi acionada e deve realizar os procedimentos necessários para identificar a vítima e esclarecer as circunstâncias da morte e determinar se houve tortura ou outras formas de violência.

O caso segue sob investigação. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade da vítima ou sobre possíveis suspeitos.

Em atualização...

PoderData/Aya: Flávio tem 53% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 47%

Levantamento do instituo realizou 3.000 entrevistas em todo o país entre os dias 5 e 7 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos na disputa de segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que coma 47% da preferência. Os dados são da nova rodada da pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (8) focada na decisão final do eleitorado.

Como a diferença entre os candidatos é de seis pontos percentuais e a margem de erro é de 1,8 ponto, o cenário aponta uma liderança do parlamentar fluminense.

INTENÇÃO DE VOTOS PRESIDENTE – 2º TURNO

Votos válidos

*Resultado da pesquisa após 1º turno

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que comparecerem às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

A pesquisa PoderData/Aya entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob protocolo BR-08134/2026.

Da CNN

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Abnadar Portela transfere prestígio às urnas e fortalece o grupo em Capinzal do Norte

Dois anos após ser eleito prefeito com 61,92% dos votos, Abnadar Portela transfere prestígio às urnas e amplia sua influência política no município

Há eleições que começam nas urnas e terminam nas rodas de conversa. A de Capinzal do Norte, no domingo passado, é uma delas. Nos ‘senadinhos’ e nos grupos de rede social, o assunto segue rendendo, entre os felizes e os tristes de sempre, como manda o processo democrático.

O resultado, porém, deixa pouco espaço para controvérsia. Os candidatos que o prefeito Abnadar Portela apresentou ao eleitorado, Aluísio Mendes (federal) e Marcos Miranda Júnior (estadual), somaram 4.416 votos. Os nomes indicados por Kleiton Mororó ficaram com 1.698, não foi derrota, foi goleada com gosto de recado.

O recado fica mais nítido quando se olha para trás. Em 2024, Abnadar foi eleito prefeito com 61,92% dos votos, contra 38,08% de Mororó. Dois anos depois, o prefeito não apenas conservou o patrimônio como o transferiu. Transferir votos é a prova mais difícil da política, e Abnadar passou nela com louvor. O eleitor capinzalense que lhe deu o mandato voltou às urnas para dizer que a confiança continua de pé.

Não há mistério nessa fidelidade. Voto como esse não se constrói em palanque, constrói-se no dia a dia da cidade, na gestão que o povo vê e reconhece. O capinzalense foi à urna e respondeu ao trabalho com o único instrumento de que dispõe, o voto. Quando o eleitor segue a indicação de quem governa, é sinal de que o governante merece o crédito que recebe.

Pelo andar da carruagem, o horizonte se desenha com clareza. Com força das urnas de 2024, somada ao respaldo agora renovado e ao trabalho que vem sendo feito, o grupo do prefeito chega a 2028 com musculatura de sobra. O sonho de Kleiton Mororó, que em 2024 já havia esbarrado nos números, esbarra agora na realidade; duas eleições, duas fotografias, a mesma direção.

Até 2028, resta a Mororó o que resta a todo derrotado, aguardar e, de preferência, fazer algo mais útil do que aguardar.

Mais de 100 novos universitários passam a ser atendidos pelo transporte municipal de Olho d'Água das Cunhãs, totalizando quase 300 estudantes

Mais de 100 novos alunos passaram a ter acesso ao serviço; trajeto liga o município a Bacabal

A prefeitura de Olho d’Água das Cunhãs tem ampliado o serviço de transporte universitário oferecido aos estudantes do município.

Agora, são mais de 100 novos alunos atendidos, elevando para quase 300 o total de jovens que utilizam o serviço, um ônibus seguro e confortável.

O transporte faz o trajeto diário entre Olho d’Água das Cunhãs e Bacabal, cidade que concentra as instituições de ensino superior frequentadas pelos jovens. O atendimento cobre os turnos matutino, vespertino e noturno, o que permite que estudantes de diferentes cursos e horários sejam contemplados.

Para quem precisa se deslocar para outro município em busca de formação acadêmica, o serviço representa apoio direto na rotina e na permanência nos estudos. A iniciativa é da gestão do prefeito Vaval Gomes, que comentou a ampliação nas redes sociais.

“Estamos trabalhando para ampliar as oportunidades e fazer a diferença na vida dos nossos estudantes”, afirmou o prefeito.