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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

VÍDEO: Sem transporte escolar; avô leva neto à escola em jegue em Palmeirândia, no Maranhão

Cidade da Baixada Maranhense deu 80,96% dos votos válidos a Lula no 1º turno; prefeitura não se manifestou

Por falta de transporte escolar, um avô tem levado o neto à escola montado em um jegue, no povoado Ilha Terceira, zona rural de Palmeirândia, na Baixada Maranhense. A situação foi registrada por um morador da região.

De acordo com relatos, o senhor identificado como Paulo recorreu ao animal para garantir que o menino não perca as aulas. O trajeto é feito diariamente, segundo os moradores.

Município votou majoritariamente em Lula

Palmeirândia deu 9.975 votos ao presidente Lula (PT) no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. O número representa 80,96% dos votos válidos no município.

A cidade é administrada pelo prefeito Edilson Alvorada. Até a publicação desta reportagem, a gestão municipal não havia se posicionado sobre o caso.

Assista ao vídeo abaixo;

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EUA congelam ativos de banco cubano por supostos vínculos com o Irã

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (15) sanções ao Banco Internacional de Comércio de Cuba, o BICSA. Washington acusa a instituição estatal de prestar serviços ao banco iraniano Karafarin.

O secretário de Estado, Marco Rubio, divulgou a medida, mas não apresentou provas de ligação entre os bancos. O Karafarin já era alvo de sanções americanas desde 2020.

Com a decisão, ficam congelados bens e ativos do BICSA nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos americanos. A medida integra a campanha de pressão econômica do governo Trump contra Cuba.

TSE proíbe campanha de Lula de afirmar que Flávio Bolsonaro é contra fim da escala 6x1

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu nesta quinta-feira (15) a campanha do presidente Lula (PT) de divulgar propagandas que apresentem Flávio Bolsonaro (PL) como contrário ao fim da escala 6x1.

A decisão atende a um pedido da coligação de Flávio e impede a veiculação do conteúdo no horário eleitoral gratuito, incluindo versões para rádio. O descumprimento da determinação poderá resultar em multa de R$ 10 mil por cada nova exibição.

Mendonça destacou que Flávio declarou apoio ao fim da escala 6x1 e votou favoravelmente à proposta aprovada pelo Senado. Segundo o ministro, a propaganda da campanha de Lula apresentou o posicionamento do adversário de maneira categórica e descontextualizada.

Dados do Estadão.

Justiça manda PF apurar post de Ana Elisa sobre Nossa Senhora

A Justiça Eleitoral de Divinópolis (MG) determinou que a Polícia Federal investigue a deputada federal eleita Ana Elisa (PT0MG), após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro sobre suposta divulgação de informação falsa.

A apuração envolve uma postagem que atribuía a bolsonaristas a tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. O juiz mandou preservar os registros, mas rejeitou restringir futuras publicações eleitorais.

Nas redes sociais, Ana Elisa reagiu questionando por que um candidato à Presidência teria medo do que ela diz. A investigação foi autorizada após parecer do Ministério Público Eleitoral favorável à apuração.

Flávio critica promessas de Lula e promete reajustar Bolsa Família

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta quinta-feira (15) medidas e promessas recentes de Lula, como a tarifa zero nos fins de semana. Afirmou que o adversário não deverá cumprir seus compromissos.

Em live com Guilherme Derrite e Nikolas Ferreira, Flávio prometeu manter e reajustar o Bolsa Família. Disse que o benefício está garantindo e apresentou sua proposta como um caminho para a prosperidade.

Os participantes também discutiram segurança pública, redução da maioridade penal e a Lei Antifacção. Atribuíram à direita melhorias nos textos e acusaram Lula de explorar eleitoralmente essas propostas.

Próximo presidente poderá indicar até 48 diretores para agências reguladoras

O próximo presidente da República poderá indicar até 48 diretores de agências reguladoras ao longo do mandato. A mudança permitirá, em alguns casos, a renovação completa das cúpulas de órgãos como a Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agencia Nacional de Mineração (ANM).

O atual governo ainda pode fazer 14 indicações para vagas ocupadas por dirigentes interinos. No entanto, o histórico recente de aprovações aponta para a possibilidade de demora nas confirmações pelo Senado, responsável por avaliar todos os indicados.

Regras estabelecidas em 2019 limitaram a possibilidade de substituição imediata dos dirigentes das reguladoras. Com mandatos de cinco anos, os nomes indicados no último ano do governo de Jair Bolsonaro permaneceram nos cargos durante a atual gestão, restringindo a renovação das cúpulas, relata o Estadão.

TRF-1 recebe ação contra Josimar Maranhãozinho por exploração ilegal de madeira em terra indígena

Ministra Cármen Lúcia determinou o envio dos autos ao tribunal regional após concluir que STF não tem competência para julgar fatos ocorridos quando parlamentar exercia o mandato de prefeito

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) recebeu, nesta quarta-feira (14), uma ação penal contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) por suspeita de envolvimento em um esquema de retirada ilegal de madeira da Reserva Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão. 

A decisão de encaminhar o caso ao TRF-1 foi assinada pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que determinou o retorno dos autos tribunal, após acolher manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a magistrada, o STF não tem competência pra julgar o caso.

Sobre as investigações

O caso apura suspeitas de furto qualificado e associação criminosa em fatos que teriam ocorrido em setembro de 2012, quando Josimar era prefeito de Maranhãozinho, município do interior do estado.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), uma operação realizada por equipes da Força Nacional, da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou pessoas transportando madeira retirada da reserva indígena sem a documentação necessária.

A investigação também apontou a existência de cancelas em estradas de acesso à área, onde vigilantes cobrariam valores para permitir a passagem. Conforme a denúncia, o esquema teria como objetivo viabilizar a retirada de madeira da reserva.

Josimar foi apontado entre os denunciados. Em depoimento à polícia, ele afirmou que havia sancionado uma lei municipal que proibia o tráfego de caminhões com cargas acima de sete toneladas nas estradas municipais. Segundo sua versão, a fiscalização da norma ficou sob responsabilidade de sua irmã, que ocupava uma secretaria municipal.

Por que o processo voltou ao TRF-1?

O processo foi encaminhado ao STF porque Josimar ocupa atualmente o cargo de deputado federal, apesar do parlamentar estar condenado à prisão (em regime semiaberto) por desvios de emendas parlamentares. A cassação do mandato, no entanto, ainda não aconteceu porque não foi pautado para votação pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

A PGR defendeu que o Supremo não tinha competência para julgar o caso, já que os fatos investigados teriam ocorrido quando o parlamentar exercia o mandato de prefeito e não estariam relacionados ao exercício da função de deputado federal. Cármen Lúcia acolheu o entendimento. 

Com a decisão, o processo retornou ao TRF-1, que deverá dar prosseguimento à análise do caso.

Suspeita de sumiço de milhões da educação leva Ministério Público a investigar Alto Alegre do Maranhão

Investigação apura suposta manipulação do Portal da Transparência e divergências em dados de recursos da educação entre 2021 e 2023, durante a gestão da prefeita Nilsilene Santana Ribeiro Almeida

Uma denúncia sigilosa levou à abertura de um inquérito civil para investigar irregularidades na divulgação de informações sobre recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em Alto Alegre do Maranhão. A apuração busca esclarecer se valores relacionados à execução dos recursos da educação foram omitidos ou se houve inserção de informações falsas no Portal da Transparência do município entre 2021 e 2023.

Os fatos investigados correspondem ao período da gestão da então prefeita Nilsilene Santana Ribeiro Almeida. Conforme a portaria do Ministério Público do Maranhão, documentos bancários fornecidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) foram incorporados ao procedimento e aumentaram a necessidade de aprofundar a análise das informações.

O documento menciona suspeitas de possíveis atos de improbidade administrativa e danos aos cofres públicos, incluindo a possível ocultação de valores milionários destinados à educação municipal. Entretanto, a portaria não especifica o montante exato que teria sido omitido ou desviado, nem apresenta uma conclusão definitiva sobre a ocorrência de irregularidades.

A investigação também pretende verificar se existem divergências entre os dados informados pela Prefeitura aos sistemas oficiais de controle, como SAGRES, SIOPE e SICONFI. Para isso, o Ministério Público determinou a realização de cruzamentos de informações financeiras e orçamentárias referentes aos exercícios de 2021, 2022 e 2023.

A Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão, por meio da Procuradoria-Geral do Município, deverá apresentar, no prazo de 15 dias, uma manifestação detalhada sobre os pontos da denúncia, acompanhada dos documentos comprobatórios. O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) também foi novamente acionado para informar sobre a apuração de divergências nos dados apresentados pelo município.

O procedimento foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão, sob a responsabilidade do promotor de Justiça Thiago Lima Aguiar, após a conversão do Procedimento Administrativo nº 001918-509/2024 em inquérito civil. A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 8 de outubro de 2026, edição nº 195/2026.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Delegado regional de Barra do Corda é afastado por 90 dias após denúncia anônima

Operação cumpriu mandados em Barra do Corda e Grajaú; celulares e computadores foram apreendidos, e um caseiro acabou preso em flagrante

O delegado Brito Júnior, responsável pela Delegacia Regional de Barra do Corda, no Maranhão, foi afastado das funções por 90 dias durante uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (14). A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Barra do Corda e Grajaú.

Segundo a delegada Katherine Chaves, superintendente estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, a investigação começou após uma denúncia anônima e apura fatos relacionados ao exercício das funções na Delegacia de Grajaú. O motivo específico não foi divulgado porque o caso tramita sob segredo de Justiça.

Além de Brito Júnior, foram afastados um investigador de Polícia Cici, um guarda municipal que presta serviço na delegacia e um funcionário administrativo, todos vinculados à unidade de Grajaú.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares e computadores. O delegado também teve a arma recolhida e foi proibido de se aproximar da delegacia e dos policiais investigados.

Caseiro é preso durante operação

Em Barra do Corda, as equipes realizaram buscas na Delegacia Regional e na residência do delegado. Em Grajaú, os mandados foram cumpridos na delegacia e em um sítio pertencente ao pai de Brito Júnior.

No sítio, os policiais encontraram uma arma de fogo e munições. O caseiro do local, identificado como Charles Aminde Silveira dos Santos, que também exerce atividades na delegacia, foi preso em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo.

Delegado alega cerceamento de defesa

Em nota, Brito Júnior afirmou que aguarda acesso à investigação. Segundo ele, o pedido foi feito, mas negado. O delegado também alegou que houve cerceamento do direito de defesa.

De acordo com Katherine Chaves, a denúncia anônima foi encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que solicitou a abertura da investigação.

Durante o afastamento, o delegado Eduardo Galvão, titular do 1º Distrito Policial de Barra do Corda, assumirá interinamente a Delegacia Regional para garantir a continuidade dos serviços.

Estudante de 23 anos é condenada à morte no Irã por publicação nas redes sociais

Najmeh Amini também recebeu pena superior a 12 anos de prisão; acusada de blasfêmia, jovem afirma ser inocente e pede investigação internacional sobre o caso

A estudante iraniana Najmeh Amini, de 23 anos, foi condenada à morte por blasfêmia e mais de 12 anos de prisão por acusações relacionadas à segurança nacional e à divulgação de propaganda contra o regime do Irã. Segundo o jornal britânico The Guardian, nesta quarta-feira (14), a sentença capital foi motivada por uma publicação nas redes sociais considerada ofensiva ao profeta Maomé.

De acordo com o jornal iraniano Khorasan, que confirmou a existência do processo, Amini alegou em tribunal que fez os comentários sob efeito de cogumelos alucinógenos. A defesa classificou o episódio como um lapso verbal, mas o juiz rejeitou o argumento. A jovem está detida na prisão de Vakilabad, em Mashhad, no nordeste do país.

Estudante pede investigação internacional

Em uma gravação divulgada em setembro, Amini pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU), advogados e entidades de direitos humanos investigassem seu caso.

- Não quero transformar-me numa heroína. Só quero uma coisa: que sejam a minha voz – afirmou. Ela também disse ser inocente e relatou o sofrimento da família diante da possibilidade de perder a jovem.

A condenação provocou alertas de organizações de direitos humanos, que denunciam o aumento das execuções no Irã. Segundo a Human Rights Activists in Iran (HRAI), mais de 600 pessoas foram executadas no país somente neste ano.

O Código Penal iraniano prevê pena de morte para insultos ao profeta Maomé e a figuras xiitas veneradas, embora estabeleça exceções em determinadas circunstâncias. A sentença de Amini, contudo, ainda não é definitiva e pode ser contestada no Supremo Tribunal do Irã.