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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Estudante de 23 anos é condenada à morte no Irã por publicação nas redes sociais

Najmeh Amini também recebeu pena superior a 12 anos de prisão; acusada de blasfêmia, jovem afirma ser inocente e pede investigação internacional sobre o caso

A estudante iraniana Najmeh Amini, de 23 anos, foi condenada à morte por blasfêmia e mais de 12 anos de prisão por acusações relacionadas à segurança nacional e à divulgação de propaganda contra o regime do Irã. Segundo o jornal britânico The Guardian, nesta quarta-feira (14), a sentença capital foi motivada por uma publicação nas redes sociais considerada ofensiva ao profeta Maomé.

De acordo com o jornal iraniano Khorasan, que confirmou a existência do processo, Amini alegou em tribunal que fez os comentários sob efeito de cogumelos alucinógenos. A defesa classificou o episódio como um lapso verbal, mas o juiz rejeitou o argumento. A jovem está detida na prisão de Vakilabad, em Mashhad, no nordeste do país.

Estudante pede investigação internacional

Em uma gravação divulgada em setembro, Amini pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU), advogados e entidades de direitos humanos investigassem seu caso.

- Não quero transformar-me numa heroína. Só quero uma coisa: que sejam a minha voz – afirmou. Ela também disse ser inocente e relatou o sofrimento da família diante da possibilidade de perder a jovem.

A condenação provocou alertas de organizações de direitos humanos, que denunciam o aumento das execuções no Irã. Segundo a Human Rights Activists in Iran (HRAI), mais de 600 pessoas foram executadas no país somente neste ano.

O Código Penal iraniano prevê pena de morte para insultos ao profeta Maomé e a figuras xiitas veneradas, embora estabeleça exceções em determinadas circunstâncias. A sentença de Amini, contudo, ainda não é definitiva e pode ser contestada no Supremo Tribunal do Irã.

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